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SÁBADO    por    Cofina Boost Content

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Plante a poupança hoje para colher tranquilidade amanhã

Plante a poupança hoje para colher tranquilidade amanhã

Vivemos cada vez mais e, apesar de a idade da reforma chegar mais tarde a cada ano, é importante planear a estabilidade financeira futura e contornar as expectativas pouco animadoras em relação ao Sistema Nacional de Pensões.

Sabia que a idade legal de acesso à reforma em Portugal é atualmente de 66 anos e seis meses? Nos últimos anos, a cada ano que passa tem-se somado mais um mês a esta meta tão ambicionada. Trabalha-se até mais tarde e procura-se, dessa forma, equilibrar a longevidade que a sociedade moderna proporciona. Mas, apesar de a idade parecer longínqua para muitos, na verdade ela é uma meta importante para pôr fim a longos anos de histórias contributivas e abrir a caixa dos sonhos dourados da reforma. A idade do sossego, da tranquilidade e do “todo o tempo do mundo” para embarcar em aventuras com os netos e em viagens há muito adiadas chega apressada.

É nesta altura que se fazem contas à reforma e que se desembrulham as poupanças com a mesma desenvoltura com que se desencaixota a esperança de alguma estabilidade financeira para viver em pleno esta fase futura da vida, sem nos deixarmos desanimar pelos insustentáveis sinais do Sistema Nacional de Pensões.

É preciso estabilizar a poupança

No poupar é que está o ganho, mas a verdade é que os descontos para a Segurança Social ainda continuam a ser a forma de financiamento da reforma mais comum em Portugal. Os portugueses ainda estão alheados da real importância de complementarem a sua reforma. No 3º Inquérito à Literacia Financeira da População Portuguesa, conduzido em 2020 pelo Conselho Nacional de Supervisores Financeiros (CNSF), a maioria dos entrevistados (84,5%) afirma que financiará a sua reforma através dos descontos para a Segurança Social ou outro regime contributivo obrigatório. Cerca de 24% pretendem utilizar o dinheiro poupado, 17,6% afirmam que vão continuar a trabalhar, 15,2% indicam que financiarão a reforma através de um plano de poupança-reforma privado e 13% esperam contar com a ajuda do cônjuge. 

Os portugueses sabem poupar e no último ano essa poupança deu sinais de consolidação. Dados divulgados pela Deco Proteste indicam que, durante a pandemia, os portugueses pouparam mais e também procuraram mais depósitos a prazo e à ordem junto das entidades bancárias. Os números apresentados indicam que a poupança terá subido de 7,4% para 14,2% do rendimento disponível, sendo que esta realidade diz respeito a um ano especial, marcado pela crise pandémica. Já os depósitos subiram para os 169 299 milhões de euros, em agosto de 2021, face a 150 057 milhões de euros, em dezembro de 2019.

Embora estes sejam valores animadores, o Banco de Portugal prevê que, com a retoma do consumo, os portugueses voltem a poupar menos e os valores regressem aos níveis pré-pandemia.   

Quanto mais cedo planear, melhor

Quanto mais cedo planear, melhor

Ao planear a reforma durante a idade ativa está a dar um passo decisivo para desenhar atempadamente o plano de poupança que assegurará o futuro e a prevenir eventuais quebras de rendimentos. O primeiro passo é saber a idade estimada da reforma e o valor bruto estimado da pensão. Na área da Segurança Social Direta, no portal da Segurança Social, está disponível um simulador de pensões que permite aos trabalhadores que descontam para este sistema de proteção social projetarem o valor da sua pensão e a idade legal de reforma. O simulador ajuda, ainda, os trabalhadores a decidirem o seu momento de passagem à reforma, indicando as penalizações, por saída antecipada do mercado de trabalho, ou as bonificações, por prolongamento da vida ativa. Para aceder ao simulador de pensões, basta ter acesso a um computador ou tablet com ligação à Internet e estar registado na plataforma da Segurança Social Direta.

Esta informação será importante para adotar uma disciplina de poupança tendo em conta os rendimentos e as despesas mensais do trabalhador, bem como para escolher o complemento de reforma a subscrever e que garantirá que a diferença entre o rendimento atual e a reforma será a menor possível.

Quanto mais cedo iniciar a poupança, a longo prazo, menor será o esforço financeiro que terá de assegurar para obter o montante definido como objetivo. Facilite a poupança, destinando uma parte do salário para a poupança logo no início do mês para evitar as habituais desculpas de que “o dinheiro voa”.

Idade dourada para mutualistas

Para que a sua reforma lhe proporcione a estabilidade financeira que deseja e merece, existem muitas ofertas disponíveis. Por exemplo, a Associação Mutualista Montepio tem disponíveis para os seus associados duas opções de poupança para construir o seu plano de complemento de reforma: a modalidade Montepio Poupança-Reforma e a modalidade Montepio Pensões de Reforma.

Montepio Poupança-Reforma é uma solução que permite a poupança de um montante que poderá ser levantado total ou parcialmente quando atingir a idade de reforma (ou transformado o capital entregue mais o rendimento capitalizado numa renda vitalícia). Além da taxa de rendimento estável, pode ser comparada aos tradicionais PPR, já que tem os mesmos benefícios fiscais, mas com a vantagem de garantir o capital entregue e o rendimento capitalizado atribuído.

Por sua vez, na opção Montepio Pensões de Reforma é possível definir o valor da pensão mensal vitalícia a receber a partir da idade de reforma ou de outra que o Associado Montepio indicar (entre os 56 e os 70 anos de idade). Esta modalidade de poupança permite, em caso de necessidade, reduzir o valor da proteção ou desistir sem perda de parte das poupanças efetuadas. É também permitido reforçar o valor da pensão através da atribuição anual de melhorias, durante o período de subscrição ou após o início do seu recebimento.

As soluções da Associação Mutualista Montepio correspondem a modalidades de benefícios de segurança social, complementares à Segurança Social, criadas e aprovadas em assembleia geral pelos próprios associados. Em segundo lugar, não há qualquer comissão de gestão, de subscrição ou de reembolso.

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