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SÁBADO    por    Cofina Boost Content

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Uma exposição que é uma reflexão sobre a vida
Lisboa

Uma exposição que é uma reflexão sobre a vida

Venha interpretar as obras de uma exposição que desafia as leis do ser enquanto produto acabado, comparando o processo criativo e o ato de pintar à memória e às experiências vividas por cada visitante.

Entre os dias 1 e 30 de setembro, vai poder visitar no espaço atmosfera m Lisboa a exposição Sobre tentativas de (re)mover, pensada pelo projeto artístico coletivo Vês.Três. Idealizada pelas artistas Ana Malta | NUMPÁRA, Madalena Pequito e Maria de Brito Matias, esta exposição é a terceira que desenvolvem em conjunto. A colaboração teve início em 2018, após terem concluído as respetivas licenciaturas em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. O desejo de continuação de trabalho de proximidade, enquanto colegas, potenciou a criação de obras conjuntas nas quais a harmonia pictórica cria um jogo de ver e de reconhecer. A questão que fica será sempre: “Vês Três?”

Patente no espaço atmosfera m Lisboa durante todo o mês de setembro, esta mostra pretende ser um desafio à interpretação do que se vê, procurando encontrar semelhanças entre as várias camadas de uma pintura e as inúmeras camadas que resultam das experiências de vida e como elas podem ter ou dar novos sentidos a cada momento.

As artistas consideram que há telas que “foram pintadas de branco; mas houve hesitação, os primeiros traços foram de raiva, outros de alívio e outros que significaram deixar partir para que voltasse a existir movimento. Estas obras – que em tempos foram a última camada – hoje são tentativas de criar algo novo. A passada intenção perdeu o seu sentido, mas não a sua existência. Logo, a nova forma que hoje assumem nunca será capaz de fazer desaparecer o que antes foram. O mesmo acontece com o passar da vida. Todas as aventuras deixam a sua marca, por muito que o ‘eu’ se transforme.”

A exposição convida o visitante a observar de perto e a constatar que nada é totalmente apagado, uma vez que ninguém é uma tela em branco. O objetivo é observar o passado vivido e o presente sentido, como se tudo junto representasse uma multidão igual às multidões com que nos cruzamos diariamente na rua. “Somos telas. E, assim, somos mais do que mostramos. E já fomos tantas outras coisas que tivemos de deixar que o tempo nos transformasse até assumirmos a nossa atual forma”, revelam as artistas.

A quem visitar a exposição com a certeza ou a dúvida da própria existência, as artistas desafiam a sentir o que viveram e a colocá-lo sobre uma tela. “Como seria a vossa tela?”

“Há que ter a certeza de que o mundo entende a arte como algo perfeitamente inacabado e incompleto, uma metamorfose constante. Ciclos de amor que começam em nós e terminam nesta exposição”, constatam as artistas.

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