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Em Évora, conheça o Paço de São Miguel
Évora

Em Évora, conheça o Paço de São Miguel

Considerado Monumental Nacional, conta com um vasto espólio da família Eugénio de Almeida, evocando a vivência e o uso quotidiano que dele fizeram ao longo de várias gerações.

No próximo dia 9 de outubro, damos um saltinho a Évora para uma visita guiada pelo Paço de São Miguel. Aceite o nosso convite e participe nesta visita guiada a um espaço classificado como Monumento Nacional e que, durante a Idade Média, foi sede da Capitania-mor de Évora.

O espaço integra atualmente o espólio da Fundação Eugénio de Almeida, tendo sido mesmo a última residência da família na cidade. E, embora a origem do Paço de São Miguel remonte à Idade Média, desse período são já poucos os vestígios que se conservam muito por causa da destruição de que o espaço foi alvo na sequência dos confrontos ocorridos durante a crise de sucessão ao trono de 1383-85 entre os partidários de D. Leonor Teles e os de D. João, Mestre de Avis, futuro Rei de Portugal.

Na sequência, o Paço albergou os Condes de Basto, entre o final do séc. XV e a primeira metade do séc. XVII, responsáveis pela campanha de obras do século XVI que conferiu ao Paço de São Miguel uma configuração muito próxima à atual, e também pela encomenda do extraordinário conjunto de frescos quinhentistas que revestem os tetos de algumas das salas.

À segunda família, a Eugénio de Almeida e em especial ao Eng.º Vasco Maria Eugénio de Almeida, deve-se, já no século XX, a profunda intervenção de conservação e restauro de todo o complexo de edifícios do Páteo de São Miguel que se prolongou por cerca de 15 anos. Vasco Maria Eugénio de Almeida adquiriu o Páteo de São Miguel em 1957, ali instalando residência durante as estadias em Évora, o Arquivo e a Biblioteca da família, além da sede da Fundação Eugénio de Almeida, que veio a criar em 1963.

Em 1922, o edifício foi classificado como Monumento Nacional, mas as autoridades locais não dispunham das verbas necessárias à sua conservação pelo que a família Eugénio de Almeida se veio a revelar fundamental em todo o processo.

O espaço é, hoje em dia, uma casa-museu repleta de memórias envoltas pelo mistério próprio dos lugares criados pelo lento passar dos séculos. No interior, destaca-se a exuberância dos frescos renascentistas de temática profana e mitológica que revestem os tetos dos seus salões, mas também diferentes utilitários domésticos, do mobiliário e das artes decorativas utilizados pela família Eugénio de Almeida ao longo de quatro gerações nos seus diversos espaços de residência. Uma visita a não perder, seja ou não associado Montepio.

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